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Marco de povoamento e referencial urbano de Mossoró.

  • Ludimilla Oliveira
  • 1 de set. de 2016
  • 2 min de leitura

Em tempo de viver a história, ou melhor, registrar e não esquecer dela , é válido para Mossoró, pensar, discutir e avaliar sua gênese, seu marco de referência e ao mesmo tempo não desconhecer suas origens e dela imortalizar sua história frente as atuais e futuras gerações.


Duas coisas precisam ser compreendidas: seu marco zero de povoamento e seu ponto de referência intraurbana, o qual, fundamentou e alicerçou uma Mossoró que vive até os dias atuais a essência de seu povo.


O marco zero de povoamento, está relacionado à presença dos carmelitas, sua fixação e atuação na região do rio do Carmo. Nota- se, nessa passagem um objetivo atrelado a uma função religiosa e que, não deu conta de um adensamento urbano, considerando , sobretudo, suas objetivações assim como a atuação desse povo. Logrou não resta dúvidas, a importância devida para um pilar de sustentação de pessoas, de vivências e de contribuições. Contudo, não foram suficientes para a formatação de um arraial que dentro em breve se tornaria uma cidade, com características peculiares, fortes e relevantes no contexto nascedouro de cidades.


Já no que se refere, aos fundamentos da vida urbana, Santa Luzia de Mossoró, tem suas premissas fincadas no solo truncado do semiárido, que urgia pela valentia, força e proeminência de um povo , que já dava conta de saber o que queria ser. A passagem de Henry Koster em 1810 registrou etnograficamente e antropologicamente o cenário dos primórdios dessa Mossoró urbana, muito bem descritas pelo viajante ora citado e interpretados pelos grandes historiados Câmara Cascudo e Geraldo Maia. E não foi diferente de outros locais, pelos fixos existentes, nesse caso a igreja e o entorno dela , as principais residências e entes das dinâmicas sociais, políticas e econômicas dessa Mossoró do passado.


Não podemos confundir os dois marcos. Haja vista seus propósitos e dinâmicas foram diferentes na sua essência, mas que ambos representam o embrião e os primeiros passos dessa Mossoró que temos hoje.


Assim, as centralidades construídas deram origem ao nosso núcleo urbano, e as identidades gestadas nesse lócus é o que chamamos hoje de centro de Mossoró, bem no entorno na igreja de Santa Luzia.


Mossoró, entronizada pelas vias que levam as duas grandes capitais Fortaleza e Natal, subsistiu na sua essência e cresceu, ganhou forma e referência histórica, que não diferente da impressão deixada por Koster , de ter um povo forte . Um povo que não foge da sua luta.


Seu eixo de crescimento e expansão, tem a questão comercial alinhada num passado histórico, e na atualidade temos o setor de serviços, como o diferencial nos novos eixos de expansão. Mossoró, é uma cidade que em todos os tempos, tem o seu tempo de fazer a sua história ser diferente, relevante e cativante. Viva a nossa Mossoró!


 
 
 
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